História da pulga e das carraças

Era uma vez uma pulga que queria ser elefante.

A pulga tendo nascido com o seu peculiar tamanho não se conformava com a incapacidade que demonstrava em ser parte activa da vida da selva. Era uma pulga.

Mas a pulga era chata, muito chata, tão chata que já nem as outras pulgas a podiam aturar. Estava sempre a queixar-se dos elefantes, dos leões e dos leopardos. Que estes não a deixavam fazer nada, que não a ouviam e que mandavam em toda a selva, sem dar cavaco à pulga (a preocupação da pulga não era com o rinoceronte, com as hienas ou com as girafas. O que chateava mesmo a pulga era que ninguém a ouvia). Mas a pulga era muito pequenina e falava com uma voz fininha e esganiçada, muito irritante para quem está mesmo ao lado dela, mas imperceptível para os ouvidos dos animais grandes da selva.

Mas havia um pequeno grupo de animais tão pequeninos como a pulga que a ouviam. Eram as carraças que a ouviam e até concordavam com ela. Coisas de bichos pequenos, vá-se lá entender.

As carraças também se queixavam dos elefantes, dos leões e dos leopardos. E era coisa estranha este queixume destes bichinhos tão pequenos que é preciso uma lupa para vê-los. Porque a pulga e as carraças alimentavam-se dos elefantes, dos leões e dos leopardos.

Eu passo a explicar. Os elefantes, os leões e os leopardos, com as suas diferentes características (o que comem, o seu tamanho, se andam depressa ou devagar e outras coisas que tais) são animais que procuram o seu alimento e que têm paciência para saber quando hão-de caçar uma presa ou para andar muito para encontrar uma saborosa vegetação, são animais que usam o seu saber e trabalham para escapar dos perigos da selva. E que se for preciso, até lutam com outros animais para sobreviver.

As carraça e a pulga -esta pulga chata, tão chata que só as carraças a ouviam- não fazem nada para sobreviver. Como são muito pequenininhas ninguém lhes liga muito (ninguém as vê!) por isso não correm grandes perigos.

E como fazem elas para se alimentar? Porque até bichinhos tão pequeninos precisam de comer. É simples, a pulga e as carraças saltam para as costas dos animais grandes da selva como o elefante, o leão e o leopardo e dão-lhes pequenas picadinhas tentando tirar o seu sangue que está bem nutrido devido ao trabalho que tiveram em procurar alimento.

E entre uma picada e outra (que normalmente os animais grandes não sentem) lá se vão queixando de como o que era preciso era que a pulga e as carraças mandassem na selva…

Vitória, vitória, acabou-se a história

Com pózinhos de perlimpimpim, esta história chegou ao fim.

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